segunda-feira, 11 de maio de 2015

1

À hora de almoço, discorríamos sobre os mesmos tópicos banais. Alguém disse que mascar uma pastilha elástica ajudava a eliminar uma daquelas músicas persistentes na nossa cabeça. Alguém disse que havia desconto nos cinemas até tal dia da semana.
"Acho que hoje não vou à praia, vou antes pelo jardim", disse o Gil.
"Então?" ripostei brincalhão. "Vê lá se é preciso chamar o Fernando. Estás com medo."
"Muito calor hoje. Muito calor", disse o Gil no seu jeito langoroso, quase escondido sobre a larga mesa.

Quando saímos, B. cortou caminho para ir também pelo jardim. Eu segui-a e ao Gil, deixando P. ir sozinho em direcção à praia. Só mais tarde me recordei que ele, face à minha resposta ao almoço, esperava que eu fosse com ele. Só mais tarde quando B. respondeu acidamente ao meu "também posso ir convosco" com um "mas olha que não tens que vir por aqui." 

Incidentalmente, precisava de falar com o Gil, mas B. crê que eu a sigo dapertutto, e crê também que os meus óculos de sol servem apenas para a olhar, andando atrás de si. Não é verdade - incidentalmente - nem eu olho para ela como os outros, como me esforço por nem olhar.

"Afinal estava calor," dissse eu apologeticamente ao P. ao regressar. "Olha que não estava," foi a resposta cortante. "Bom, eu também precisava de falar com o Gil". Ninguém parecia acreditar nisso.

domingo, 31 de maio de 2009

Momentos 2

O Sr. Albano percebia agora, passando a mão pela testa, delimitada por cabelo pastoso, o erro que fizera ao dizer àquele taxista que queira ir, simplesmente, visitar 'a célebre Custódia de Lisboa'. 'Meu amigo', disse-lhe ele ao fim da viagem, parando ao pé de um estabelecimento de fachada discreta, onde apenas num cartaz sumido se lia 'Acompanhantes Profissionais'. 'Olhe que eles ainda não estão abertos', disse o taxista ao Sr. Albano àquelas quatro da tarde, 'mas daqui a nada abrem', continuou - 'Olhe, e mande os meus cumprimentos à Custódia, diga que é da parte do Grilo, que ela sabe quem é'.

Mão de Semear: Dicotomia do Contemporâneo

Não façamos erros de julgamento: esta crise, nas suas consequências socias, sente-se em cada família, em cada casa.

Há pais que dizem frases que nunca pensaram proferir, filhos que assumem revoltas de que se arrependerão, que podem, tantas vezes, ser definitivas no rumo de uma vida. Em casa onde não há pão todos ralham - e não surge a solução.

De gritos, ditos, dúvidas e culpa são feitos estes tempos. Para muita gente. E o Futuro tem ainda sinais a dar de melhor tempo a este Presente. Ainda não se vislumbram os rebentos de uma esperança, de algo novo, diferente. Ainda não veio essa... rebeldia contra a depressão.

É desta dicotomia que me recordo, ao pensar nestes dias: sofre sempre quem está 'à mão de semear'. Mas não se vêm as outras mãos - essas que poderiam, deveriam, estar a semear um futuro diferente.

sábado, 30 de maio de 2009

Ubuntu?

Só para o fã + infonerd (hum... is there a difference?).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

U, V, W?

Depois de uns incipientes sinais de recuperação, o que se segue? U, V, ou W?

Eis uma sugestão - aqui.

domingo, 24 de maio de 2009

Boa Acção do Dia 1

Awsome! Aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2009